sábado, 9 de março de 2013

As mãos sujas de terra




O berlinde rola
até ao buraco cavado.
Não entra.

O abafador aprisiona-o.

Crente que está só
O berlinde chora.

As mãos sujas de terra
chegam.

Acalma-o
descendo ao chão,
secando as lágrimas
que rolavam.

Tapando o buraco.
Destapando a amizade.

As mãos se limparam.
O abafador nunca mais se viu.

JFV