sábado, 2 de março de 2013

Pecado (pouco) Original

Ciúmes, eu?
Por te amar deitado
sobre o punhal
do meu desejo
de instantes?
O teu corpo
É meu.
A tua alma, não!
Dizes ao mundo
Os nossos desencontros
O teu desgosto
De não te pertencer.
Amar-te é
Cativeiro.
É ilusão difusa
Desconforto combalido
Em convicção.
Ciúmes, eu?
Da minha loucura, talvez.
Sei que me perdoas
E voltarás a deitar-te
Comigo
No fio do punhal.
Afinal,
O meu corpo é teu.
A minha alma?
Tens de a conquistar
Cortando-me
O desejo de instantes.

JFV