sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Venham...

Venham…
Venham incrédulas dores
De um marinheiro nu de mar
E de amores.

Venham…
Venham e tragam o sal das águas,
Já que águas não vejo
No seio das minhas mágoas.

Venham…
Venham majestosas sereias
Cobrir-me com vossas escamas,
Amar-me na nudez das areias.

Venham…
Venham salvar o náufrago dos míticos
Amores em cardumes,
O náufrago dos cais apocalípticos.

Venham…
Venham escrever poemas sobre mim
O marinheiro nu de mar
E de amar até ao fim.

Venham…
Venham e não fiquem.
Só quero sentir a brisa dos poetas
E soltar a bandeira dos piratas
Que resistem.

Assim sou eu.
Vim e não parti
Espero que o céu
Me leve ao que nunca vi:

_A ilha dos amores!

JFV